Caixas de som profissionais

Caixas de som profissionais: Guia completo

As melhores caixas de som profissionais são aquelas que entregam pressão sonora distribuída de forma adequada, controlada e equilibrada para grandes ambientes dando clareza e fidelidade ao som no uso contínuo, enquanto as caixas de uso pessoal dão preferências em praticidade, preço e design.

 A escolha ideal depende do formato e das dimensões do ambiente, da aplicação e do tipo de som que você precisa, não devendo levar em conta apenas a marca ou preço dos equipamentos.

Essa é a verdade que muita gente descobre só depois de comprar errado, descobrindo que, após já ter efetuado o investimento, a solução adquirida não irá atender conforme o imaginado.

Quando alguém pesquisa “melhores caixas de som profissionais”, geralmente está tentando resolver um problema específico, como falta de pressão sonora, som distorcido, espaços não cobertos ou o equipamento que não aguenta uso contínuo, ou então precisa efetuar uma instalação em um ambiente e não sabe por onde começar.

Antes de falar em marcas ou modelos, é importante entender as principais características de uma caixa de som profissional, permitindo que você faça a escolha que te traga a melhor relação custo x benefício.

Neste guia completo da Musiaudio, você vai entender como escolher corretamente sua caixa profissional, quais características realmente importam e quais modelos fazem sentido para cada tipo de uso.

Potência Sonora ou Pressão Sonora?

Quando se fala em potência de uma caixa de som, a pergunta que mais ocorre é quantos Watts RMS (potência real contínua) que uma caixa suporta, sendo que esse parâmetro significa apenas a quantidade de energia elétrica que vai para o alto-falante da caixa. Você pode ter uma caixa de som com menos potência (em Watts RMS) produzindo mais volume do que uma caixa com mais potência.

O parâmetro que realmente importa para saber o quanto de som uma caixa irá entregar é sua pressão sonora (em inglês SPL — Sound Pressure Level), medida de força das ondas sonoras produzidas, ou seja, o volume real percebido em decibéis (dB SPL). Aqui sim, quanto mais decibéis a caixa entregar, mais forte será o som.

Outro parâmetro importante quanto ao volume que uma caixa pode entregar, é diferenciar o SPL médio do SPL de pico. O SPL médio é o volume entregue por longos períodos sem colocar em risco o seu equipamento, enquanto o SPL de pico, como o próprio nome já diz, é o volume que pode ocorrer eventualmente e por pouco tempo, ou seja, picos de volumes. Manter uma caixa de som no seu SPL de pico por um tempo prolongado, poderá causar danos ao seu equipamento (exemplo: queimar a sua caixa de som).

Resposta de Frequência

A resposta de frequência de uma caixa de som indica o intervalo de frequências sonoras que a caixa poderá reproduzir. A faixa de frequência audível para uma pessoa fica entre 20 Hz (Hertz) e 20.000 Hz, sendo dividido conforme indicadores abaixo:

             Graves (vibração e impacto): 20 Hz a 250 Hz

             Médios (voz e instrumentos): 250 Hz a 4.000 Hz

             Agudos (detalhes e brilho): 4.000 a 20.000 Hz

 

Basicamente as caixas de som podem ser divididas em 05 grupos de tipos de resposta de frequência:

Resposta Plana ou FLAT: esse é o tipo ideal para caixas profissionais, pois reproduz de forma fiel o som original, revelando seus detalhes e imperfeições;

Graves reforçados (Bass boost): reproduz os graves mais fortemente, deixando os médios e agudos mais baixos, sendo mais utilizada em músicas eletrônicas;

Resposta em “V” (graves + agudos fortes): destaque para os graves e agudos, dando menos foco aos médios (voz e instrumentos), sendo mais aplicadas para caixas de entretenimento;

Resposta focada em médios: prioriza os médios, destacando as vozes e instrumentos, mais usado em sistemas de palestras e amplificadores de guitarras;

Resposta colorida: o fabricante ajusta as prioridades conforme o modelo que irá colocar no mercado, dando ênfase conforme o propósito da caixa a ser vendida.

Amplificadores

Os amplificadores de caixas de som, sejam os modelos já embutidos nas caixas ativas ou amplificadores externos, são divididos conforme a sua classe de amplificação, as quais indicam como o sinal é amplificado, qual a sua eficiência, qual a qualidade do som e também o quanto consome de energia.

 

Classe A: possui a máxima qualidade com pouca eficiência, dando fidelidade à qualidade sonora, mínima distorção, mas consumindo muito energia (esquentam muito). Esses amplificadores são mais utilizados em estúdios de alta fidelidade sonora;

Classe B: são mais eficientes, consumindo menos energia, mas com mais distorções do que os amplificadores Classe A. Modelo pouco utilizado atualmente, e quando utilizado é para aplicações mais simples;

Classe A/B: É resultante de uma mistura das Classes A e B, tendo boa eficiência, com boa qualidade sonora e pouca distorção, sendo sido utilizado em caixas profissionais, som automotivo, home theater, entre outros;

Classe D: Esse amplificador é chamado popularmente de digital, já é um modelo mais recente e mais moderno. São menores e mais leves, com pouco aquecimento e altíssima eficiência, tendo sido usado nos modelos mais recentes de caixas de som.

Classe H: é uma evolução da classe A/B, com maior eficiência, tem a sua fonte de alimentação variável, sem perder a qualidade sonora, sendo muito utilizada em amplificadores profissionais de alta potência.

 

Portanto, a preferência recai sobre amplificadores classe H ou D.

Caixas de Som – Outras Características

Existem algumas outras características que podem fazer a diferença na escolha da sua caixa som. Listamos alguns diferenciais para você avaliar caso esteja comprando 02 modelos, um com e o outro sem algum dos recursos abaixo.

 DSP – Digital Signal Processing: o processamento digital de sinal é um sistema eletrônico disponível em modelos mais novos, que trata o áudio digitalmente antes de ele ser amplificado e enviado ao alto-falante. Ele ajusta as frequências e proporciona a correção de eventuais desequilíbrios, evitando distorção e sincronizando os alto-falantes, dando uma maior clareza e definição ao som. Também controle os picos de volume, impedindo que o alto-falante queime.

 

Filtro FIR: FIR significa Finite Impulse Response, ou Resposta ao Impulso Finito. O FIR é um filtro digital usado para processar sinais, comum nos sistemas DSP. A função dele é efetuar os cortes e divisões de frequência, corrigir fases e respostas da caixa, alinhando os alto-falantes e fazendo até, em algumas caixas mais sofisticadas, as correções acústicas do ambiente. Esse recurso é muito importante em sistemas profissionais de lines arrays.

 

Circuito PFC: significa Power Factor Correction, ou Correção de Fator de Potência. É um circuito usado em fontes de alimentação sem transformadores para melhorar a eficiência do uso da energia elétrica. A função dele é reduzir o desperdício de energia, diminuir o aquecimento, reduzir ruído e interferência, melhorar a estabilidade e permitir o funcionamento automático na tensão 110V – 220V.

 

Tensão de alimentação: as caixas de som podem ser 110 V, 220 V ou bivolt. Dê preferência para as caixas bivolt, sendo melhor ainda se a própria caixa detecta e ajusta a tensão. Na maioria dos novos modelos com projeto mais moderno existe com chaveamento automático. Dê preferência ao modelo com chaveamento automático, pois sempre vai estar ajustando a tensão da rede na qual estará ligado seu equipamento.                                                                             

Atenção à adequação dos modelos “não bivolt automático” quanto a tensão de alimentação que estiverem conectados.

Caixa ativa ou passiva: qual escolher?

Primeiramente é importante saber a diferença entre caixas ativas e passivas. As caixas Ativas já possuem um amplificador interno, na maioria das vezes já com processamento para correção de desequilíbrios, enquanto as caixas Passivas precisam de um amplificador externo para reproduzirem som, ou seja, uma caixa passiva sem um amplificador externo não poderá ser utilizada.

Por possuir um amplificador interno, as caixas ativas têm controle de volume próprio, e são mais simples de instalar. Teoricamente, basta ligar em uma tomada e estão prontas para tocar. Em contrapartida, acabam sendo mais pesadas e mais caras que caixas passivas similares ao seu modelo.

Já as caixas passivas, precisam de um amplificador externo para poderem funcionar.   Podem também serem acopladas a uma caixa ativa correspondente (fazendo o par, 01 ativa + 01 passiva), sendo essa forma mais simples de instalar, ou então são ligadas a amplificadores externos, os quais podem amplificar mais de uma caixa ao mesmo tempo. Entretanto, esse formato exige mais conhecimento técnico, pois deverão ser avaliadas as potências e impedâncias das caixas e do amplificador, cortes de frequência, entre outros.

Para pequenas instalações é mais simples utilizar as caixas ativas ou o par de ativa + passiva. Já para instalações mais robustas, recomenda-se um estudo para identificar a solução que melhor se adequa à necessidade proposta.

 

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